Post by Sagarana Editora
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Essa frase encerra o livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas” e sintetiza todo o poder da ironia e da capacidade de Machado de Assis em observar o ser humano em todas as suas complexidades. Após relatar em resumo todos os seus fracassos e sua vida de negativas, Brás Cubas deixa para o leitor o que seria o único saldo positivo de sua existência: não ter deixado descendentes que pudessem perpetuar a miséria humana. “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, publicado em 1881, é considerado o marco do realismo no Brasil. Mas a brilhante obra é apenas um dos muitos legados de Joaquim Maria Machado de Assis. Nascido em 21 de junho de 1839, Machado faria hoje 182 anos. Considerado um gênio e um homem a frente de seu tempo, um dos principais ícones da literatura brasileira teve uma infância muito difícil, de extrema pobreza, sem conseguir frequentar uma universidade. Mas aprimorou seus estudos sozinho, aprendeu inglês e francês, publicou seu primeiro poema em uma revista aos 16 anos de idade e, um ano depois, foi trabalhar como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional, onde conheceu Manuel Antônio de Almeida, autor de Memórias de um Sargento de Milícias, que se tornaria seu protetor nos anos seguintes. Além de uma vasta obra que inclui romances, contos, poesia e teatro, Machado de Assis foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras (ABL), da qual foi presidente desde o seu início, em 1897, até sua morte, em 1908. Viva Machado de Assis!