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O Festival da Canção vai muito além da televisão e, para perceber de que forma evoluiu, conversámos com Maria Ferreira, diretora de música e artes de palco da RTP e também responsável por coordenar o projeto que se prepara ao longo de quase um ano. 𝗢 𝗾𝘂𝗲 𝘀𝗶𝗴𝗻𝗶𝗳𝗶𝗰𝗮 𝘀𝗲𝗿 𝗺𝘂𝗹𝘁𝗶𝗽𝗹𝗮𝘁𝗮𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮 𝗵𝗼𝗷𝗲? O Festival é cada vez mais um projeto pensado e desenhado numa lógica multiplataforma. Nasceu como um programa de televisão, mas hoje é uma marca que está na televisão linear, na rádio e nas plataformas digitais em linha com o próprio consumo que se alterou e que se expandiu. A música é consumida diariamente em múltiplas plataformas e, por isso, era importante que o Festival acompanhasse essa transversalidade. 𝗘𝘀𝘀𝗮 𝗲𝘀𝘁𝗿𝗮𝘁𝗲́𝗴𝗶𝗮 𝗽𝗲𝗿𝗺𝗶𝘁𝗲 𝗮𝗹𝗰𝗮𝗻𝗰̧𝗮𝗿 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗽𝘂́𝗯𝗹𝗶𝗰𝗼? Sem dúvida. Se em televisão, através da RTP1 e da RTP Internacional, chegamos a um público específico, nas plataformas digitais e nas redes sociais, o alcance é outro e maior. E o mesmo acontece com a rádio, que é um universo à parte, mas com o seu próprio público. Este é um projeto que se reinventa, alcança novas gerações e se adapta a novas formas de consumo. 𝗤𝘂𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗰𝗼𝗺𝗲𝗰̧𝗮, 𝗱𝗲 𝗳𝗮𝗰𝘁𝗼, 𝗮 𝗽𝗿𝗲𝗽𝗮𝗿𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗼 𝗙𝗲𝘀𝘁𝗶𝘃𝗮𝗹? Falamos de um dos programas mais intensos e complexos de produzir, pois assim que acaba uma edição começa-se a pensar na próxima. A preparação começa muito antes de fevereiro e nesta edição quisemos trazer novidades. Mantivemos os convites, mas ampliámos as candidaturas abertas, com novas formas de seleção. Ainda durante o verão, fechamos o regulamento, fazemos os convites e lançamos a livre submissão. Em novembro já temos as maquetes das canções e, no final desse mês, os autores entregam a versão final. É um projeto que dura quase um ano. Começamos por ser uma equipa reduzida, que junta várias direções da RTP, mas esta vai crescendo ao longo do tempo. 𝗖𝗼𝗺𝗼 𝘀𝗲 𝗴𝗲𝗿𝗲 𝗮 𝗿𝗲𝗹𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲 𝗼𝘀 𝗳𝗮̃𝘀 𝗲 𝗮 𝗲𝗾𝘂𝗶𝗽𝗮 𝗱𝗼 𝗙𝗲𝘀𝘁𝗶𝘃𝗮𝗹? Nós ouvimos atentamente a comunidade de fãs do Festival, que é muito ativa e participativa. Têm-nos dito que gostariam de estar mais próximos dos processos e de ter um papel mais interventivo. Foi daí, por exemplo, que nasceu a ideia da prova de acesso e da votação online. Mesmo sem conhecerem a canção a concurso, puderam votar e ajudar a escolher um participante. 𝗢 𝗾𝘂𝗲 𝗱𝗶𝘀𝘁𝗶𝗻𝗴𝘂𝗲 𝗼 𝗙𝗲𝘀𝘁𝗶𝘃𝗮𝗹 𝗱𝗮 𝗖𝗮𝗻𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗼𝘂𝘁𝗿𝗼𝘀 𝗰𝗼𝗻𝗰𝘂𝗿𝘀𝗼𝘀? Uma das grandes forças do Festival da Canção é a forma como a comunidade artística se envolve. Artistas de diferentes gerações e estilos conhecem-se, criam laços, trocam experiência e inspiram-se mutuamente. E muitas vezes, dessa convivência nascem colaborações e novos projetos. Acho também que o Festival dá espaço à criação e à diversidade de géneros musicais, o que responde à missão de serviço público que distingue o grupo RTP.