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Hoje é o dia das mentiras…mas que 30 anos da rádio RTP áfrica voaram rápido, isso é verdade! Conversámos com Nuno Sardinha, subdiretor da estação, sobre a história, os desafios e a missão de uma rádio que nunca parou no tempo. 𝗖𝗼𝗺𝗼 𝗿𝗲𝗰𝗼𝗿𝗱𝗮 𝗼 𝗶𝗻𝗶́𝗰𝗶𝗼 𝗲 𝗼 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗲𝘅𝘁𝗼 𝗱𝗮 𝗿𝗮́𝗱𝗶𝗼 𝗲𝗺 𝟭𝟵𝟵𝟲? Era todo um mundo novo, as primeiras emissões foram nos estúdios da Rua de São Marçal, em São Bento, onde ainda se fazia teatro radiofónico, à moda antiga, e se usavam máquinas de escrever. Muito provavelmente, eu era o mais novo de um grupo de oito jovens jornalistas que o David Borges recrutou para iniciar o projeto. Durante quase um ano emitimos só para África, até janeiro de 1997, quando passámos a emitir também na Grande Lisboa. Tornámo-nos então uma ponte essencial entre comunidades, numa altura sem internet, ligando quem estava cá a quem tinha ficado em África. 𝗢 𝗾𝘂𝗲 𝗱𝗶𝘀𝘁𝗶𝗻𝗴𝘂𝗲 𝗮 𝗥𝗧𝗣 𝗮́𝗳𝗿𝗶𝗰𝗮 𝗱𝗲 𝗼𝘂𝘁𝗿𝗮𝘀 𝗿𝗮́𝗱𝗶𝗼𝘀? É um projeto único e hoje o canal português com mais ouvintes em todo o mundo. Tem uma rede de 25 emissores de FM em cinco países e é o único que faz a ponte (real) entre África e Portugal. É também uma rádio que dá a voz aos que não têm voz, que aproxima povos que partilham a língua e que em muitos lugares é a única ligação ao mundo e a única a levar a língua e a ensiná-la. 𝗖𝗼𝗺𝗼 𝘃𝗲̂ 𝗮 𝗮𝗽𝗿𝗼𝘅𝗶𝗺𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲 𝗮 𝗿𝗮́𝗱𝗶𝗼, 𝗮 𝘁𝗲𝗹𝗲𝘃𝗶𝘀𝗮̃𝗼 𝗲 𝗼 𝗱𝗶𝗴𝗶𝘁𝗮𝗹 𝗮𝘁𝗿𝗮𝘃𝗲́𝘀 𝗱𝗲 𝘂𝗺𝗮 𝗺𝗮𝗿𝗰𝗮 𝗲𝗺 𝗰𝗼𝗺𝘂𝗺? A interligação entre a rádio, a televisão e o digital nunca seria plena sem a afirmação de uma marca forte e unificadora. É uma nova experiência onde, num mesmo universo, convivem e se complementam propostas de áudio, vídeo e texto. 𝗤𝘂𝗲 𝗳𝘂𝘁𝘂𝗿𝗼 𝗮𝗻𝘁𝗲𝗰𝗶𝗽𝗮 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗮 𝗻𝗼𝘀𝘀𝗮 𝗿𝗮́𝗱𝗶𝗼? Hoje o consumo da rádio RTP áfrica nos PALOP é, sobretudo, em FM, pois o custo do acesso à internet é ainda muito elevado. À medida que esse custo baixar, teremos de estar preparados para disponibilizar conteúdo de forma atrativa aos ouvintes que transitarem para o online. E é esse o caminho que temos tentado a percorrer. Hoje, temos quase 100 conteúdos semanais exclusivos disponíveis no online a pensar nas novas formas de consumo. O desafio é mantermo-nos como referência de independência, liberdade de pensamento e de porto seguro de ligação ao mundo que permita aos nossos ouvintes de hoje no FM continuarem connosco amanhã no online. 𝗤𝘂𝗲 𝗺𝗲𝗻𝘀𝗮𝗴𝗲𝗺 𝗴𝗼𝘀𝘁𝗮𝗿𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗱𝗲𝗶𝘅𝗮𝗿 𝗻𝗲𝘀𝘁𝗲 𝗮𝗻𝗶𝘃𝗲𝗿𝘀𝗮́𝗿𝗶𝗼 𝘁𝗮̃𝗼 𝗲𝘀𝗽𝗲𝗰𝗶𝗮𝗹? Os 30 anos abrem um novo tempo na nossa história. Temos uma rádio que partilha com a televisão e o digital a mesma identidade, mas que mantém o espírito de partilha e de proximidade com os povos que nos acompanham diariamente. Reafirmamos, assim, o compromisso de ser uma rádio de todos e para todos.