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Contar histórias já não se limita ao ecrã da televisão. Hoje, também se adapta ao gesto do polegar e ao ritmo rápido das redes sociais. As Micro Séries RTP exploram precisamente esta mudança e têm registado milhares de visualizações por episódio. Conversámos com o realizador Manuel Amaro da Costa, que nos revelou como esta experiência o obrigou a repensar a linguagem cinematográfica e a encontrar novos caminhos para captar a atenção do público. 𝗢 𝗾𝘂𝗲 𝗺𝘂𝗱𝗮 𝗻𝗮 𝗰𝗮𝗯𝗲𝗰̧𝗮 𝗱𝗲 𝘂𝗺 𝗿𝗲𝗮𝗹𝗶𝘇𝗮𝗱𝗼𝗿 𝗾𝘂𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗼 𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮𝘁𝗼 𝗲́ 𝗼𝘂𝘁𝗿𝗼? Foi um desafio muito interessante porque obrigou-nos a repensar aquilo que estamos habituados a fazer e que, muitas vezes, tomamos como garantido. Fomos educados a ver na horizontal e isso vem desde o teatro grego, há milhares de anos. Aqui, as regras são ligeiramente diferentes. Para não corrermos o risco de a história se perder, foi importante encontrar um caminho mais conciso e assertivo. Aquilo que normalmente criamos à volta, o ambiente que ajuda a contar a história, ficou, neste caso, muito mais concentrado nos atores. 𝗢 𝗾𝘂𝗲 𝗼 𝗳𝗲𝘇 𝗮𝗰𝗿𝗲𝗱𝗶𝘁𝗮𝗿 𝗻𝗮𝘀 𝗠𝗶𝗰𝗿𝗼 𝗦𝗲́𝗿𝗶𝗲𝘀 𝗥𝗧𝗣? Para ser honesto, quando me fizeram a primeira abordagem achei estranho. Não vi logo grande interesse, não conhecia bem esta tendência e, inicialmente, não achei muita graça. Depois pesquisei melhor e percebi que muitos dos conteúdos disponíveis tinham uma qualidade diferente daquilo que nós pretendíamos fazer. Foi uma questão de encontrar um caminho para o concretizar com qualidade e torná-lo mais interessante. 𝗔𝗷𝘂𝗱𝗮 𝘀𝗲𝗿 𝗼 𝘂́𝗻𝗶𝗰𝗼 𝗿𝗲𝗮𝗹𝗶𝘇𝗮𝗱𝗼𝗿 𝗱𝗼 𝗽𝗿𝗼𝗷𝗲𝘁𝗼? Sim, porque vamos aprendendo ao longo do processo. Apesar de serem estilos diferentes, há um fio condutor. Tentámos que as histórias não fossem contadas exatamente da mesma forma, mas que mantivessem coerência narrativa. São diferentes entre si, mas respeitam uma linha comum. 𝗛𝗮́ 𝘂𝗺𝗮 𝗻𝗼𝘃𝗮 𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮 𝗱𝗲 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗮𝗿 𝗵𝗶𝘀𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗮𝘀 𝗮𝗼 𝗿𝗶𝘁𝗺𝗼 𝗱𝗮 𝘀𝗼𝗰𝗶𝗲𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗮𝘁𝘂𝗮𝗹? Vivemos numa sociedade muito acelerada, em que nunca temos tempo para nada. Mas, se passamos tanto tempo no telemóvel e nas redes sociais, talvez possamos também aproveitá-lo para consumir boas histórias nesse mesmo formato. Ver esta aposta em novos formatos é muito positivo e reforça a ideia de um caminho promissor. 𝗤𝘂𝗲 𝗮𝗽𝗿𝗲𝗻𝗱𝗶𝘇𝗮𝗴𝗲𝗻𝘀 𝗹𝗲𝘃𝗮 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼 𝗳𝘂𝘁𝘂𝗿𝗼? Nós não temos todas as respostas, mas aprendemos diariamente, de projeto para projeto. Neste caso, a diferença era tão radical que nos obrigou a repensar a forma de trabalhar. Acho que fizemos um grande trabalho. Os atores estiveram extraordinários e a equipa foi incrível. É uma experiência que levo para futuros projetos. 𝘈𝘤𝘰𝘮𝘱𝘢𝘯𝘩𝘦 𝘢𝘴 𝘔𝘪𝘤𝘳𝘰 𝘚𝘦́𝘳𝘪𝘦𝘴 𝘯𝘢𝘴 𝘳𝘦𝘥𝘦𝘴 𝘴𝘰𝘤𝘪𝘢𝘪𝘴 𝘥𝘢 𝘙𝘛𝘗 𝘦 𝘥𝘢 𝘙𝘛𝘗 𝘱𝘭𝘢𝘺.