Post by Projeto Jupiter

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Na tarde de sábado, 11 de abril, o nosso time de propulsão realizou com sucesso mais um teste estático do motor Mandioca, o mesmo que será embarcado no foguete que lançaremos em junho, na IREC 2026. Com melhorias no processo de manufatura do propelente, incluindo laminação a vácuo da inibição, a versão mais recente do motor apresenta um comportamento mais robusto e um perfil de empuxo mais energético, com maior ganho em relação à versão anterior: Tempo de queima: 3,99 s (2026) | 4,30 s (2024) Empuxo máximo: 6582 N (2026) | 4887 N (2024) Empuxo médio: 2618 N (2026) | 2417 N (2024) Impulso total: 10466 Ns (2026) | 10713 Ns (2024) Impulso específico: 133 s (2026) | 135 s (2024) Pela primeira vez, realizamos um teste estático do Mandioca com instrumentação completa: além da célula de carga para medição de empuxo, utilizamos transdutores de pressão e monitoramento de temperatura na câmara de combustão. Isso nos permitiu não apenas validar o desempenho global, como também analisar com maior profundidade o comportamento interno do motor. Este motor deverá impulsionar cerca de 20 kg de carga a uma altitude ligeiramente superior a 10 mil pés (~3 km) porque nesta missão, também pretendemos embarcar nosso sistema de frenagem aerodinâmica (air brake), com o objetivo de aumentar a precisão e atingir com maior consistência a meta da categoria 10k Solid SRAD (atingir 10 mil pés utilizando um motor de propelente sólido pesquisado e desenvolvido por estudantes). O Mandioca já possui um histórico sólido de voos no Projeto Jupiter, incluindo sua utilização no foguete Pacífico, responsável pelo nosso vice-campeonato na Spaceport America Cup (IREC 2024) e pelo tricampeonato na Latin American Space Challenge de 2022. Todos os testes de manufatura de propelente e o teste estático só foram possíveis graças à nossa parceria com a Yara Brasil, que nos forneceu insumos essenciais para o projeto. Gratidão!

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