Post by Luciano Batista
CEO | Diretor Executivo no Grupo Mazzini
Nenhuma empresa para para sempre porque uma pessoa saiu. Processos se reorganizam, funções são redistribuídas e novas pessoas chegam. O mercado continua. Por isso, acreditar que você é insubstituível pode ser perigoso. Pode gerar acomodação, excesso de confiança e a falsa sensação de que só a sua presença basta. Mas existe uma diferença enorme entre ser insubstituível e ser difícil de substituir. A pessoa difícil de substituir não é aquela que centraliza tudo, esconde informação ou cria dependência para parecer indispensável. Pelo contrário. É aquela que entrega com consistência, resolve problemas sem precisar ser lembrada o tempo todo, aprende rápido, se comunica bem, assume responsabilidade, cuida dos detalhes e tem postura em momentos difíceis. Ajuda o time a crescer e, principalmente, gera confiança. Porque competência técnica pode ser ensinada, ferramenta pode ser aprendida e processo pode ser documentado. Mas maturidade, comprometimento, ética, repertório e capacidade de jogar junto são muito mais difíceis de encontrar. Ser difícil de substituir não é fazer a empresa depender de você, é fazer com que sua presença eleve o padrão do ambiente. É ser alguém que, quando sai, deixa falta não porque segurava tudo sozinho, mas porque entregava valor de um jeito raro. No fim, carreira não se constrói tentando provar que ninguém vive sem você. Carreira se constrói mostrando, todos os dias, que trabalhar com você faz diferença. Ninguém é insubstituível. Mas alguns profissionais deixam um padrão tão alto que substituir vira uma tarefa difícil. Na sua opinião, o que torna uma pessoa realmente difícil de substituir no trabalho?