Post by Patrícia Zanotti
Founder and Editor-in-Chief at BlackCard Digital – a platform focused on the luxury market | Brand and storytelling curator | Enthusiast in fostering networking between people and brands | LinkedIn specialist
Ninguém mais quer comprar coisa. Quer comprar tempo. E os números que saíram essa semana confirmam isso com clareza. A Bain, em parceria com a Altagamma, projetou o mercado de bens de luxo crescendo entre 1% e 4% em 2026. Fraco. Enquanto isso, o setor de experiências, viagem, gastronomia, eventos, deve crescer de 3% a 7%, e as reservas de lazer e alta gastronomia já subiram 30% neste ano. Isso não é uma pausa no consumo. É uma migração. A sócia sênior da Bain, Claudia D'Arpizio, resumiu bem: o que sustenta o luxo hoje são categorias que dinheiro não compra fácil, tempo, acesso, significado. Ela batizou de "inheritourism" a nova geração de famílias ricas viajando juntas, replicando o roteiro dos pais em vez de herdar joia guardada em cofre. E de "immersive wayfaring" o movimento de fugir do óbvio, dos destinos que já viraram feed repetido. No Brasil eu vejo isso todos os dias. Cliente que antes queria a bolsa nova agora pergunta por experiência gastronômica fechada, viagem sob medida, acesso que cartão nenhum compra sozinho. A bolsa continua ali. Só não é mais o ponto. Marca que insiste em vender só produto está disputando o pedaço do bolo que menos cresce. Quem no seu radar já entendeu isso e está vendendo tempo, não coisa? #MercadoDeLuxo #NovoLuxo #ComportamentoDoConsumidor #LuxuryBusiness #BlackCardDigital Imagem: Christian Dior: Designer of Dreams | Foto: OMA / Christian Dior ou fotógrafo creditado pela exposição.