Post by Júlio Diógenes
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Em Franco da Rocha, interior de São Paulo, mais um episódio isolado pra nossa lista de horrores cotidianos: um rapaz de 19 anos, #autista nível 3 — o grau que exige acompanhamento total — foi achado trancado numa jaula improvisada. É isso mesmo: uma jaula. Nem higiene, nem comida decente, nem cuidado nenhum. O combo básico que a gente jura defender em cartilha de #direitoshumanos. A descoberta? Veio de uma denúncia. Sempre precisa de alguém pra abrir a porta do inferno que todo mundo finge não ouvir bater. Imagens do cativeiro rodaram, PM foi lá, tirou o garoto do cubículo e levou pro hospital. Estado de saúde? Frágil, óbvio. Anos de abandono não viram poesia de superação em feed de rede social. A mãe? Já tinha currículo na polícia por maus-tratos. Mas quem se importa, não é? O que importa é que agora a gente se pergunta, de novo, como evitar o próximo caso. E segue o meme: “Que triste, mas não podemos generalizar”. O recado é simples, mas parece que ninguém digita: pessoas com deficiência severa precisam de cuidado integral, rede de apoio e política pública que funcione fora de papel timbrado. E sociedade? Essa mesma que faz textão quando viraliza um vídeo fofo de autista tocando piano, mas desliga a tela pra não ver quem tá apodrecendo numa jaula improvisada. Quer resolver? Fiscaliza, acolhe, cuida. Ou então continua colecionando manchete e hashtag de indignação. Até o próximo “caso isolado”. #autismo #violencia #direitos
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