Post by Nathalia Arcuri
CEO & Founder Me Poupe! | TOP1 most influent celebrities Brazil 2023 IPSOS / WEF Young Global Leader | Empreendedora do ano 2022 EY
Eu devo muito ao jornalismo. Foi ali que aprendi a transformar dados em histórias. Fatos em consciência. Informação em algo que qualquer pessoa consegue entender e usar. Não entrei por vocação óbvia. Queria ser médica, mas não tinha dinheiro nem disciplina pra isso. E tudo bem. A vida me levou pra outro lugar. Um lugar onde eu também cuidaria de pessoas, só que de outro jeito. Antes da faculdade, já tentava empreender. Pensei em criar uma assessoria para médicos, ajudando a traduzir o conhecimento deles para o público. Mas aí a TV me pegou. E me levou inteiro. Queria contar histórias. Estar onde tudo acontece. Sonhei em ser correspondente de guerra. Depois repórter. Depois apresentadora. Não tinha plano linear. Tinha vontade. E o jornalismo me deu coragem de tentar, mesmo sem saber como. Eu deixava currículo em para-brisa de carro de emissora. Ninguém respondia. E mesmo assim eu continuava. Porque eu nunca acreditei que era mais uma. Foram 12 anos de jornalismo televisivo. Intensos. Cobri incêndio em usina em Cubatão. Vi a dor de uma criança presa pra não consumir crack. Participei de campanhas de doação de sangue. Entrevistei grandes nomes. Mas, principalmente, vi o Brasil por dentro. E isso muda a gente. Em algum momento, deixou de ser só sobre contar histórias e passou a doer não poder mudá-las. Quando entendi que o futuro do Brasil não fecha a conta da previdência, isso ficou em mim. Quando vi que 7 em cada 10 mulheres permanecem em relações abusivas por dependência financeira, isso também. Foi aí que tudo fez sentido. Percebi que a comunicação podia ir além da informação. Podia transformar. E foi assim que comecei a falar de dinheiro. Não porque amo números. Mas porque entendi o que a falta deles causa. O jornalismo me deu base, repertório e senso crítico. Mas, acima de tudo, me deu responsabilidade. De falar com verdade. De simplificar sem distorcer. De comunicar com respeito e impacto. Hoje, tudo o que eu faço nasce disso. Feliz dia do jornalista. Porque, no fim, eu nunca deixei de ser uma.