Post by Maya Quilolo
CEO do Ateliê Mukambu || Diretora na Ipori Art Project || Artista Multidisciplinar || Vencedora do Prêmio CAREC, Prince Cluss Fund e Goethe Institute, 2023 || Professora Visitante de Pesquisa na UMBC, 2023
Meu primeiro trabalho encontrou travessias maiores do que eu poderia imaginar: cruzou águas e territórios até chegar Festival Osun Osogbo na Nigéria, um festival com mais de 700 anos de existência e este foi meu primeiro trabalho já estreando internacionalmente, unindo terras nativas das águas Mineiras do Rio Paraguaçu à esperança plantada no ventre de Osun em África. Na performance ÌPÒRI(2018) eu cruzo as águas americanas e africanas numa aliança afro-diaspórica pela vida do planeta. Ìpòri, na cosmologia Yorùbá, é um dos elementos da alma; simboliza a energia ancestral conectada à nossa cabeça (Orí), ao nosso ancestral (Eledá) e ao nosso destino (Odu). É o conceito que une pessoas em uma corrente global e relaciona-se à placenta e à origem da vida. Um projeto artístico que investiga o tema das águas a partir da perspectiva das comunidades tradicionais negras e indígenas abordando a ancestralidade coletiva que liga o destino individual à linhagem e o território, fazendo a passagem entre o Atlântico e o Pacífico, está o eixo América, que enfrenta a complexidade racial norte-americana e a categoria emergente de “indígenas negros”. https://lnkd.in/dUnN77My