Post by Márcio Bruno Cordeiro

Estratégia de conteúdo | Criatividade, comunicação & imagem

A RAI e a Embratur anunciaram a nova marca da Amazônia Legal, desenvolvida pela FutureBrand São Paulo , e confesso que fui lendo e me apaixonando pelo processo! A primeira decisão já diz muito: tirar o design do lugar institucional. Cada vez mais a comunicação carece de identidade real, e projetos que assumem esse risco desde o briefing chegam em outro nível. A marca é um wordmark (ou alltype), toda construída em tipografia, mas não qualquer tipografia. É a análise de magens de satélite da bacia amazônica, que mapeou as coordenadas reais do Rio Amazonas e seus afluentes. O desenho foi extraído da própria natureza, interpretado, vamos dizer. Isso reforça algo que acredito profundamente no branding: o processo técnico é necessário, mas precisa de complemento. O que diferencia um projeto é o repertório e a sensibilidade de quem consegue enxergar o insight onde outros veriam apenas dado. Esse é, na maioria das vezes, o maior fator de diferenciação…e é exatamente o que destaca este projeto. Além disso, a marca foi construída com moradores, artistas e profissionais dos estados que compõem a Amazônia Legal. É uma identidade viva, mas não flutuante: cada estado varia paleta e elementos visuais dentro de um sistema coerente. Pluralidade com unidade. Isso só é possível quando o processo tem compromisso real com a cultura de cada território. “O próprio brasileiro não visita Amazônia” e isso faz todo sentido para a unificação da comunicação… ela gera desejo. O consumidor, seja turista, comprador ou investidor, precisa de uma história que consiga habitar. Junto da marca, desenvolveram o selo “Feito da Amazônia”, com o objetivo de fortalecer os produtos originários da região. Um movimento que transforma a identidade em sistema econômico, branding não se resume a pdf bonito com texto bonito. E a conclusão que tenho defendido cada vez mais: marcas produzidas por humanos em essência, agregam um valor que ferramentas sem repertório cultural não alcançam. O que tem história viva, o que é plural, o que carrega o traço de quem pertence àquele lugar…isso não é replicável em escala. Fonte: B9

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