Post by Maíra De Melo

Diretora Técnica – Graebert Brasil | Arquiteta & Urbanista | Estrategista em Tecnologia CAD, IA e BIM | Especialista em Neuroarquitetura e Cidades Responsivas. ESG Territorial – Estratégia e Prática Urbana.

Hoje, 24 de junho de 2026, três fatos aconteceram ao mesmo tempo no Brasil e todos falam de espaço. 🔴 Mulheres indígenas do Médio Xingu assinaram uma Carta Aberta ao Mundo contra a Belo Sun Mining Corp., que quer instalar a maior mina de ouro a céu aberto do Brasil a 2km do Rio Xingu sem consulta prévia, em violação à OIT 169. 🌍 A ONU e o Ministério da Justiça lançaram o Índice de Vulnerabilidade de Territórios Indígenas ao Crime Organizado 7 dimensões, sendo uma delas saúde. Os dados confirmam: quando o Estado não ocupa o território com serviços, o crime preenche esse vazio. 🏛️ A APIB assumiu a presidência do CNPI no que definem como “um dos momentos mais hostis aos direitos indígenas em três décadas”. Como urbanista e pesquisadora de neuroarquitetura, leio esses três fatos como um único diagnóstico: Território é saúde. E a ausência de espaços com identidade cultural é uma das causas mais invisíveis de adoecimento de comunidades tradicionais. É exatamente isso que investigamos no SP NeuroUrbana Rede Neuroclimática Urbana: como o espaço físico afeta a saúde de quem nele vive, da floresta à cidade. E é por isso que estou desenvolvendo o projeto Maloca Viva para o Concurso de Arquitetura Indígena do CAU/BR um Centro de Saúde Comunitária Tukano no Alto Rio Negro, fundamentado na cosmologia ancestral e na metodologia Human Care Design®. A maloca Tukano é orientação pelo sol, pátio com fogo, ventilação natural, protagonismo coletivo. Não é folclore. É neuroarquitetura com séculos de evidência.

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