Post by Lídia Amorim

Chief Marketing Officer | Brand Expansion & Growth Strategy Expert | Executive Partner to the CEO | Retail | Franchising | Digital First

Quando a edição de 2026 do Rock in Rio Lisboa começou, recordo-me de ver uma jovem dizer numa reportagem de televisão: "Eu vim pelos brindes". Claro que é motivo de riso. 😅 Eu vou ao Rock in Rio Lisboa desde 2016 e continuo a ir exatamente pela mesma razão: pela música, pelos artistas de que gosto e pelo ambiente que só aquele festival consegue criar. No dia 27 voltei a marcar presença. Só que há um "problema": a minha mente de profissional de Marketing, raramente quer ficar em casa. Enquanto caminho pelo recinto, dou por mim a reparar em coisas que, provavelmente, passam despercebidas à maioria das pessoas. A cada stand vejo filas para jogar e ganhar prémios. Quando entro no WC, encontro uma ativação da 𝗘𝘃𝗮𝘅 Procter & Gamble Portugal tão simples quanto inteligente. Está no local certo, resolve uma necessidade real e faz a marca entrar na mente do consumidor sem lhe vender absolutamente nada. Ao longo do recinto, o padrão repete-se. Em praticamente todas as ativações deixamos o nome e o email de forma completamente espontânea. Ninguém pergunta para que servem aqueles dados, que tipo de comunicação vai receber ou sequer pensa no RGPD. Naquele momento o festivaleiro quer apenas participar, jogar ou receber um brinde. Mais tarde, na Roda Gigante, ouço alguém dizer: "Estou a ver o stand do O Boticário quase vazio. Assim que sairmos vamos lá." "Porquê?", perguntou outra pessoa. "Quero produtos deles, claro." Nem era uma compra. Era vontade de experimentar. E essa vontade foi criada pela experiência. Já ninguém quase leva chapéu para o festival. Eu também não. Porque sabemos que, quando chegarmos, alguém nos vai oferecer um. Bastou cantar o refrão de uma música para receber um chapéu da Flix . Depois vieram os leques da Viagens Abreu, S.A., os óculos de sol e até o magnésio e o Guronsan... À noite apareceram as fitas luminosas e os chapéus da Bacana Play. Mas também dei por falta dos famosos sofás da Vodafone. E das sombras. Em contrapartida, as zonas de refeição estavam completamente ocupadas por pessoas que não estavam a comer. Estavam simplesmente a descansar. É isto que adoro observar. Eu continuo a ir ao Rock in Rio pela música, mas regresso sempre com uma certeza: não existe laboratório de Marketing melhor do que um recinto onde dezenas de marcas competem pela atenção de centenas de milhares de pessoas... sem que nenhuma delas esteja ali para comprar. No final da noite, vim para casa a cantar Rod Stewart e Cyndi Lauper. E também a lembrar-me das marcas que conseguiram fazer parte desta experiência sem nunca terem pegado num microfone. #Marketing #BrandExperience #ConsumerBehavior #RockInRioLisboa #BrandActivation

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