Post by Juca Magalhães

Escritor, Músico, Mestre de Cerimônias e Produtor cultural.

Às vezes a gente esbarra na história sem querer. Hoje trago uma lembrança diferente, tem a ver com a história de Maria Nilce, mas tem a ver também com a política no Brasil. No dia 9 de outubro de 1976, eu e minha irmã caçula fomos pajens do casamento da filha de Elcy da Cunha, um amigo de papai, jornalista no Rio de Janeiro. A moça, chamada Eliana, casava—se com um jovem comandante da Marinha chamado Luiz, filho do general Sylvio Frota. O fato parece trivial, mas a ditadura apontava para o que seria o seu final, a chamada “abertura” e Frota, que estava cotado para suceder Geisel no comando do país, era contra. Curiosidade inútil: Um verbete na Wikipédia afirma que Sylvio Frota seria tio avô do ator (e político?) Alexandre Frota, a se conferir. Todo esse episódio está narrado de passagem na biografia não autorizada de Eduardo Cunha, intitulada: “Que Deus tenha misericórdia dessa nação”. Obra escrita por Chico Otávio e Aloy Jupiara, lançada pela Editora Record em 2019 e que pode ser adquirida na Amazon. Por que estou contando essa história? O ex-deputado e presidente da Câmara Eduardo Cunha é filho de Elcy. Chico Otávio me procurou para conversar sobre o episódio, enviado por Rogério Medeiros, talvez soubesse que eu também estava a pesquisar o assunto, queria saber mais sobre Elcy e sua relação com Djalma Juarez. Infelizmente, naquele momento eu ainda não conseguira recuperar as fotos (com o fotógrafo Heitor Bonino) que publico hoje e, como era uma criança de dez anos na época, tinha vaga memória do pai do político que virou o país de cabeça pra baixo e acabou condenado na Lava Jato. Eduardo foi deputado federal de 2003 a 2016, mas naquele momento (vide foto em detalhe) era apenas um rapaz de dezoito anos no casamento da irmã mais velha. #editorarecord #chicootavio #eduardocunha #alexandrefrota #sylviofrota #tbt

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