Post by Instituto Incluir
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Quem cuida de quem cuida? Existe uma mulher que acorda antes de todos. Que dorme, quando consegue, com os ouvidos sempre atentos. Que aprende sozinha sobre laudos, terapias, medicamentos e direitos, porque ninguém ensina isso, e o sistema não espera. Ela é mãe atípica. E vive, muitas vezes, em estado permanente de alerta. O Censo 2022 do IBGE mostrou que mais de 10 milhões de lares brasileiros são chefiados por mulheres que vivem apenas com os filhos — 86,4% de todos os adultos que criam filhos sem parceiro no país. Quando a essa realidade se somam as demandas de um filho com deficiência, o peso que recai sobre uma só mulher ultrapassa qualquer conta que se possa fazer. A rotina dessas mulheres raramente cabe em uma agenda. Há consultas, formulários, filas, crises para conter e batalhas silenciosas para travar. Há o amor — imenso, real — e há também o esgotamento que ninguém nomeia em voz alta, porque falar em cansaço ainda parece ingratidão. O mercado de trabalho, em sua lógica de disponibilidade integral, frequentemente não sabe o que fazer com essa mulher. Ela falta porque tem uma terapia. Ela sai cedo porque houve uma crise. E, aos poucos, ela é empurrada para fora, perdendo não só a renda, mas a conexão com quem ela era antes da maternidade. Mas quem ela era antes de ser só mãe? Essa pergunta não é retórica. No Instituto Incluir, ela é o motor do projeto Empodera. É a pergunta que o Empodera se propõe a responder — na prática, com costura, com ferramenta nas mãos e com valor no bolso. O projeto de educação profissional em Economia Criativa do Instituto Incluir oferece 60 horas de formação gratuita em Moda para mulheres em situação de vulnerabilidade, muitas delas cuidadoras de pessoas com deficiência ou idosos. Mas não oferece apenas uma técnica: oferece empreendedorismo, precificação, um desfile das peças que elas mesmas criaram e uma máquina de costura ao final do percurso. Uma máquina. Capacidade produtiva instalada dentro do território onde essa mulher vive e resiste. Não é caridade. É autonomia e um caminho de volta para si mesma. Para as empresas e para o mercado: essa mulher existe. Ela tem competência, resiliência e uma capacidade de gestão que poucos profissionais conhecerão. O que ela não tem é um sistema que a sustente enquanto cuida. Reconhecer isso não é só sensibilidade. É inteligência organizacional. Quem cuida de quem cuida? Por enquanto, muitas vezes, ninguém. Mas pode ser diferente. O Instituto Incluir acredita que inclusão começa quando a gente para de olhar para a deficiência e começa a olhar para as pessoas. Todas elas. Se a sua empresa acredita que Diversidade e ESG são práticas e não apenas siglas, o Empodera é a iniciativa em que esse propósito se concretiza. Conheça mais sobre o Empodera: https://lnkd.in/dtbmvjE4.