Post by Fabio Betti

Consultor de Times, Liderança e Transformação | Mentor | Podcaster

Em maio de 2021, eu perdi o Doc. Era assim que a gente chamava, com carinho e reverência, o biólogo chileno Humberto Maturana. Ele partiu aos 92 anos, no meio da pandemia. Para mim, a data carrega um peso a mais: foi exatamente cinco anos depois da partida do meu pai. E agora, cinco anos depois da partida dele, maio voltou a doer, levando também Humberto Mariotti e Edgar Morin, dois outros gigantes do pensamento complexo. Diante de tantas perdas no mesmo mês, me fiz uma pergunta: o que a gente faz com a herança de pensadores assim? Como honrar o que recebemos? Minha resposta foi criar uma microssérie de quatro episódios no podcast Age-Free.World. Não uma homenagem acadêmica, mas uma homenagem vivida. A pergunta que conduz tudo é: o que se transformou em mim na convivência com o Doc? Convidei meu amigo e colega de mestrado, Arthur Asnis, para coanfitriar comigo essa jornada. A ideia, confesso, nasceu como tantas outras: numa mesa, com vinho, boa comida e boa companhia, com a inspiração da Denise Asnis. A diferença é que dessa vez a gente fez acontecer. São quatro conversas: •      Na primeira, somos só eu e o Arthur, revirando memórias, risadas e inquietações. •      Na segunda, recebemos Káritas de Toledo Ribas e Marco Ornellas, colegas do mestrado em Biologia-Cultural, no Chile. •      Na terceira, conversamos com Cristina Moreno e Claudio Yusta, colegas da certificação em B-C aqui no Brasil. •      E na quarta, fechamos com Waverli Maia Matarazzo Neuberger, também colega da certificação e bióloga, como o Doc. Sete pessoas compartilhando o afeto por um mesmo mestre, cada um contando como o Doc “inoculou em nós o vírus da reflexão”, para usar uma expressão muitas vezes repetida por Ximena Dávila, uma parceira essencial de trabalho pelos últimos 20 anos de sua vida. Por que isso tem a ver com o Age-Free World? Porque uma das maiores transformações que a convivência com Maturana provocou em mim foi aprender que o tempo de vida de uma pessoa não define sua capacidade de criar, de aprender e, sobretudo, de se transformar. Um homem que depois dos 80 ainda me afetava e que dava aula com vivacidade depois dos 90. A sabedoria não tem prazo de validade. E o encontro entre gerações é uma das forças mais transformadoras que existem. Essas conversas só foram possíveis graças ao Banco BMG, que generosamente cedeu seu estúdio e sua equipe técnica para as gravações, por intermédio da Andrea Milan, uma das madrinhas do Age-Free World. Meu muito obrigado a Andrea e a toda a equipe do banco representada aqui pelo Caio Mendes. O primeiro episódio chega em breve. Aproveite para me seguir por aqui e ativar o sininho para ser avisado quando for ao ar no Spotify e Youtube. Porque, no fundo, a melhor forma de homenagear um cientista e uma pessoa incríveis como Maturana é exatamente esta: criar espaço para conversar com curiosidade, leveza e, quando for o caso, um pouco de fricção também. #AgeFreeWorld #HumbertoMaturana #BiologiaCultural

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