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"O jogo ‘viciado’ das nomeações para o Estado". Uma análise do Expresso revela que das 68 nomeações para dirigente superior da Administração Pública, após concurso lançado pelo Cresap e concluído pelo Governo desde início de 2019, em 69% dos casos o dirigente nomeado ocupava a função em regime de substituição. O regime de substituição, por escolha direta do Governo, recorrente e a maioria das vezes prolongado, tem sido a porta de entrada natural para funções de topo no Estado, afastando outros potenciais candidatos, como alerta a própria Cresap (Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública). Recorde-se que "dar primazia ao mérito e despolitizar os cargos de topo na Administração Pública" foram os principais objetivos da criação desta entidade administrativa independente. Em abril foi noticiado que Tiago Preguiça, ex-assessor de António Costa e de Vieira da Silva, foi nomeado para novo diretor-geral da Segurança Social através do regime de substituição. Com 34 anos, acumulava, até essa altura, experiência apenas em gabinetes do Executivo. A confirmar-se a tendência recente, será muito provavelmente o escolhido no final do concurso, graças à experiência que, entretanto, terá acumulado no cargo durante o período de substituição. O ECO é parceiro de media do Instituto Mais Liberdade #MaisFactos