Post by Diego Zancan Bonomo
Senior Advisor at Covington & Burling LLP
Em todas as eras, o futebol masculino do Brasil teve um craque definidor. Nós sabemos quem são pelos seus apelidos. Para citar apenas alguns: — Leônidas, o “diamante negro”, nosso craque no pré-guerra, em 1934 e 1938; — Pelé, o “rei”, nosso craque de 1958, 1962, 1966 e 1970; — Zico, o “deus do futebol” no Japão, nosso craque de 1978, 1982 e 1986; — Ronaldo, o “fenômeno”, nosso craque de 1998 e 2002; e — O “quadrado mágico”, dos craques de 2006 (Ronaldo, Ronaldinho, Adriano e Kaká). Desde então, não tivemos mais. Neymar foi o craque de 2014, 2018 e 2022, mas, embora segundo maior goleador da seleção, nunca venceu uma Copa e nem teve impacto histórico no esporte. Zico não foi campeão, mas revolucionou o futebol no leste da Ásia. Leônidas também não, mas popularizou o gol de bicicleta no mundo. Vini Jr foi o craque de 2026, mas ainda é uma promessa. Endrick é outra promessa. Há outros, também talentosos, mas uma das coisas que nos falta — no meu entendimento — é o craque definidor. Aquele que chama para si a responsabilidade na hora do aperto e entrega resultado. O Brasil joga futebol com os pés e com o coração; sem essa figura, fica difícil. Não é por acaso que agora estamos no maior jejum de Copas da nossa história.