Post by Bruno Vanderlei Advogados Associados
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Nem tudo está nos bureaus de crédito. Nem tudo aparece nas pesquisas patrimoniais tradicionais. Recentemente, obtivemos o deferimento da suspensão da CNH e do passaporte de um devedor que, apesar de apresentar aparente ausência de patrimônio nas consultas convencionais, mantinha atividade empresarial e vínculos com negócios no exterior. O aspecto mais interessante do caso é que uma das informações mais relevantes não veio de sistemas ou bases de dados, mas da proximidade da rede de agências do cliente com o mercado e com o próprio relacionamento comercial construído ao longo dos anos. Foi justamente essa integração entre a ponta comercial e o escritório que permitiu reunir elementos concretos sobre a dupla cidadania do executado e sua atuação internacional, demonstrando ao Judiciário uma realidade incompatível com a insolvência formal apresentada nos autos. As medidas executivas atípicas haviam sido inicialmente indeferidas. Contudo, por meio de embargos de declaração, demonstramos a omissão da decisão anterior e evidenciamos fortes indícios de blindagem patrimonial, o que levou à reforma do entendimento e ao deferimento das restrições. O caso reforça uma convicção que temos diariamente na recuperação de crédito: as melhores estratégias surgem quando há proximidade entre cliente e escritório. Porque recuperação de crédito não se faz apenas com sistemas, bureaus e pesquisas automáticas. Faz-se com inteligência, investigação, troca de informações e atuação coordenada entre quem conhece o negócio e quem conhece o processo. Em um cenário cada vez mais sofisticado de ocultação patrimonial, investigar é ir além das bases tradicionais. E, muitas vezes, é justamente aí que estão os melhores resultados. #RecuperaçãoDeCrédito #DireitoBancário #Execução #MedidasAtípicas #InvestigaçãoPatrimonial #AdvocaciaEstratégica #BrunoVanderleiAdvogados #BVAA