Post by B9

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Nessa semana, cobrimos a coleção da Adidas com artesãs mexicanas celebrando o QR code como prova de transparência. Escrevemos que "a história é verificável." Quatro dias depois, a revista mexicana Revista Proceso verificou. O que encontrou: • 150 artesãs trabalharam 165 mil horas ao longo de 15 meses • Receberam US$ 1,80 por hora. As peças são vendidas por até US$ 250 • O espaço cultural da comunidade foi convertido em linha de produção com ponto eletrônico e cláusula de confidencialidade • Os QR codes não trazem os nomes das artesãs — só dos líderes do coletivo • As técnicas de bordado usadas não são da tradição de Naupan — foram ensinadas pra atender ao padrão da Adidas A semioticista Tatiana Bernaldez, que tem 18 anos pesquisando bordado de Naupan, chamou de "epistemicídio simbólico." A Someone Somewhere respondeu que o pagamento estava "acima do mínimo legal." O conceito da coleção continua sendo bom. A execução é o problema. O caso é aula prática de como rastreabilidade pode ser apenas ferramenta de marketing em vez de ferramenta de transparência. A análise completa está no B9

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