Post by Atila Cunha 🎓
Founder @CRM People @People Academy
Em 1997, Patrick Sigrist criou um catálogo impresso reunindo cardápios de restaurantes de São Paulo. Quem quisesse pedir ligava para uma central de atendimento. O nome do negócio: @Disk Cook. Em 2008, ele entendeu que não chegaria longe trabalhando sozinho. Convidou três sócios vindos da Eduardo Baer, Guilherme Bonifacio e Felipe Fioravanti Kaufmann — e cada um assumiu uma frente. Baer cuidava do plano de negócios e da conquista das grandes redes, Felipe construía a parte tecnológica e Bonifácio organizava os processos. Em 2011, a operação migrou para o ambiente digital e ganhou um novo nome: iFood. O aplicativo veio logo depois, em 2012. A Movile entrou como investidora em 2013 e, em 2014, passou a controlar o negócio. Já em 2022, a holandesa Prosus Ventures adquiriu a totalidade da empresa por até R$ 9,4 bilhões, numa transação que avaliou o iFood em mais de R$ 23 bilhões. Em 2024, Diego Barreto assumiu o comando como CEO. Advogado especializado em fusões e aquisições, é filho de um pequeno empreendedor de Uberaba. Atualmente, o iFood reúne 60 milhões de usuários e mais de 400 mil restaurantes cadastrados. Em novembro de 2025, alcançou a marca de 180 milhões de pedidos em um único mês — sozinho, representa 0,64% do PIB brasileiro. A estratégia de Barreto não passa por abrir novas frentes de negócio. Ele aposta em recorrência e em inteligência artificial desenvolvida internamente — já são mais de 190 modelos em operação. E o relógio corre: os chineses desembarcaram no país, e a guerra do delivery está declarada. O detalhe que ninguém imagina: toda essa história começou com uma simples lista de cardápios distribuída de porta em porta. Quantas empresas capazes de mover meio ponto do PIB nasceram de um folheto impresso com telefones de restaurante? Que visão, que empresa fantástica.