Post by Armor Capital

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A terceira semana de junho pode ser dividida em dois eventos. O primeiro foi a assinatura do memorando de entendimento entre #EUA e #Irã, no dia 17, que levou os mercados a aumentarem a propensão ao risco ao longo da semana. A atuação do presidente Donald #Trump foi vista como amplamente positiva e contribuiu para uma queda de 10% nos preços do petróleo, à medida que o fluxo de navios petroleiros pelo Estreito de #Ormuz voltou a crescer gradualmente. Entretanto, parte do movimento de risk-on foi revertida após a decisão do #FOMC, na primeira reunião de Kevin #Warsh como presidente do Fed. Embora a manutenção da taxa dos #Fed Funds fosse amplamente esperada, a comunicação trouxe pontos de surpresa relevantes para o mercado. Um deles foi a revisão das projeções dos membros do Fed para os juros nos próximos anos: a mediana para o fim de 2026 passou de 3,4% para 3,8%, enquanto a de 2027 avançou de 3,1% para 3,6%. Além disso, Kevin Warsh evitou oferecer qualquer tipo de guidance sobre os próximos passos da política monetária, tendo como principal mensagem prospectiva a afirmação de que “nós vamos colocar a inflação na meta”. Esse ambiente de menor previsibilidade, somado à sinalização de que o Fed tenderá a se comunicar menos, pode elevar a incerteza de curto prazo e reduzir a propensão ao risco. Diante desse cenário, o #dólar se fortaleceu na semana. No ambiente local, o início da semana também trouxe uma visão construtiva para os ativos domésticos. O risk-on causado pela sinalização positiva em relação ao conflito no Oriente Médio se estendeu ao mercado brasileiro, que, posteriormente, também sentiu os efeitos de um #FOMC lido como mais hawkish. Esse movimento foi intensificado por uma comunicação do #Copom bastante diferente do esperado. O Copom realizou um corte de 0,25 p.p. na #Selic, levando-a para 14,25%. Embora o movimento já fosse amplamente antecipado, em meio a sinais mais positivos de resolução do conflito no Oriente Médio, o comunicado trouxe novidades relevantes. As projeções do modelo para o horizonte relevante apontaram inflação de 3,7%, ainda acima da meta. No entanto, o Comitê justificou a decisão ao avaliar que trajetórias alternativas de política monetária também seriam compatíveis com a convergência da inflação, evitando que, no próximo horizonte relevante, as projeções ficassem abaixo da meta. Além disso, o Comitê deverá trazer novas explicações na ata da reunião, que será divulgada no dia 23/06. Nesse ambiente, o #real teve uma performance pior do que a média de seus pares. #taxadecambio #cambio #FX #mercadosemergentes #mercadofinanceiro #economiabrasileira

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