Post by Antonio C. Senkovski

Ghostwriter e Consultor de Storytelling Executivo | Comunicação para Lideranças do Agronegócio | Jornalista Sênior

Hoje à tarde, entrei num episódio de podcast por indicação da Camila Maistrovicz achando que ia ouvir em uns vinte minutos depois do almoço e ia seguir com minha rotina de escrita de textos, vendas de quadros da Memórias de Madeira, gerenciamento de agenda do Estúdio Gabi Vicz, e gravação de vídeos para redes sociais. O que se passou foi que saí impactado, precisando escrever este texto com o coração cheio de inspiração. No podcast, Ricardo Basaglia entrevista o Wilson Poit, no "Lugar de Potência" (vou deixar o link do episódio nos comentários). Um empresário que nasceu na roça, virou engenheiro sem poder errar, largou o emprego estável aos 26 anos em uma multinacional e passou um tempo tentando encontrar o próprio caminho, entre uma loja, uma transportadora e até um sítio de manga, antes de fundar o negócio que mudaria a vida dele: a empresa Poit Energia. Não foi a trajetória de sucesso que me prendeu. Foi a roça, a história, a oratória, a fome pelo conhecimento do entrevistado. Também fui alfabetizado em uma escola rural. E carrego da minha família uma herança que não cabe em números: valores e memórias que não têm preço. As conversas que tive com meus pais e irmãos (Eduardo Felipe Senkovski e Gabriel Luiz Senkovski) tomando chimarrão na grama, em noites quentes ao som de cigarras e à luz da lua, sem pressa nenhuma, viraram nortes que ainda hoje guiam minhas decisões. Quando preciso decidir algo grande, não é pro escritório que eu volto. É pra grama, pro pôr do sol, pra aquelas longas conversas que moldaram meu caráter. Ouvir o Wilson falar da própria origem foi um sopro de inspiração direto nesse traço da minha personalidade, e num momento mais do que certo pra mim. Estou vivendo um momento decisivo na minha história: a migração de carreira para um caminho autônomo. Teve um insight do episódio que não me sai da cabeça. Wilson contou que teve uma virada de chave importante quando escolheu conhecer o empresário Salim Mattar. Então fiz a mim mesmo uma pergunta que nunca tinha passado pela minha cabeça: se eu pudesse escolher uma pessoa pra sentar e trocar ideia sobre empreendedorismo, carreira e grandes decisões, quem seria? Hoje, escolheria sem pestanejar o Wilson Poit.