Post by Ana Luiza Savi
MSc Reproductive & Sexual Health Research | Data Analysis | Monitoring, Evaluation & Learning
🇧🇷 Desde o oferecimento de informações até o apoio a cuidados no exterior, o Projeto Vivas funciona como um bote salva-vidas para pessoas que buscam aborto no Brasil. Desde que a Rebeca Mendes falou ao nosso coletivo feminista no final de maio, continuo pensando em como… - A disponibilidade/registro do serviço não é garantia de atendimento. Por questões diversas, como o espaço físico limitado, equipes compartilhadas com outros setores, e falta de treinamento, é muitas vezes preciso entrar em contato com antecedência para garantir que a equipe estará disposta e preparada para oferecer o cuidado. - Ainda que não exista limite gestacional para interrupção da gestação na lei brasileira, gestações avançadas enfrentam maiores barreiras no acolhimento e disponibilidade de profissionais e serviços. Isso aparecer, por exemplo, na tentativa de convencer a pessoa gestante pela entrega voluntária para adoção. - A escuta profissional precisa estar sensível às necessidades e vulnerabilidades da pessoa que busca atendimento. Muitas pessoas podem ter dificuldades em identificar a gestação, reconhecer a violência, escolher pela interrupção ou encontrar um centro de atendimento (que às vezes só está disponível em outro estado). Quando a escuta é utilizada para buscar inconsistências e determinar a “validade” do relato, ela deixa de ofertar cuidado e criar novas barreiras para o exercício dos direitos. Na foto, algumas integrantes do Psis Pelo Direito de Decidir e e Projeto Vivas. Seguimos! — 🇬🇧 From providing information to supporting overseas care, Projeto Vivas can feel like a lifeboat to people seeking abortion in Brazil. Since having Rebeca Mendes speak to our feminist collective at the end of May, I am still thinking about how… - Service availability/registration does not guarantee abortion care provision. For various issues, such as limited physical space, teams shared with other sectors, and lack of training, it is often necessary to centres contact in advance to ensure its team willing and prepared to provide care. - Although there is no gestational limit for pregnancy termination under Brazilian law, pregnancies face greater barriers in terms of training and acceptability of professionals and services. This is evident, for example, in attempts to convince a pregnant person seeking later abortion services to voluntarily give up their child for adoption. - Professional support needs to be sensitive to the needs and vulnerabilities of the person seeking care. Many people have difficulty identifying the pregnancy, recognising the violence, choosing termination, or finding a abortion care centre (which is sometimes only available in another state). When intake is used to find inconsistencies and determine the "validity" of the report, it fails to offer care and creates new barriers to the exercise of rights. In the photo, some members of Psis Pelo Direito de Decidir and Projeto Vivas.