Post by Alice Caetano
Fundadora da Inside Beauty | Especialista no consumidor de beleza e wellness brasileiro
O chá deixou de ser coisa de vó. Virou objeto de desejo. E essa virada não é de agora. Em 2017, a Desinchá chegou prometendo desinchar o corpo, com foco em peso e retenção de líquido. Foi o primeiro passo para tirar o chá do lugar de bebida passiva. Hoje, o chá está em outra fase. Não é mais sobre inchao, é sobre energia, foco e até longevidade. A Talcha, por exemplo, lançou recentemente linhas focadas em longevidade, saindo do território de "chá de qualidade" para entrar na conversa funcional que o wellness está puxando. E o maior símbolo dessa nova fase é o matcha. Ele é a folha inteira do chá verde, moída, concentrando muito mais cafeína e antioxidantes do que uma infusão comum. A grande aposta é virar substituto do café, porque a cafeína dele vem combinada com L-teanina, entregando foco e calma sem o pico e a queda brusca que o café costuma causar. O mercado prova essa aposta. Globalmente, o matcha deve atingir US$ 4,24 bilhões em 2025, crescendo mais de 10% ao ano. No Brasil, a curva é ainda mais acelerada, de US$ 340 milhões em 2025 para cerca de US$ 790 milhões até 2031. E tem um capítulo bem atual nessa história: a Twinings lançou um charm colecionável, um porta sachê compacto para pendurar na bolsa, distribuído por uma promoção válida só no Reino Unido. O objeto virou peça de desejo pela escassez, não pelo chá em si. O chá não para de se reinventar. Sua marca já sabe em qual fase dessa história ela entra? Na Inside Beauty, ajudamos marcas a identificar onde o movimento de chás e funcionais pode abrir uma nova frente de produto ou comunicação. Vamos conversar?