Post by Alexandre Amato, MD PhD MBA

Presidente na Associação Brasileira de Lipedema

Na medicina, o nome de uma doença importa mais do que parece. Ele define como o paciente se percebe, como a família reage, como o médico prioriza o tratamento e como o sistema de saúde financia a investigação. O Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular e doutor em Ciências pela USP, dedica um capítulo inteiro do livro 'O Código da Inflamação' ao nome "sensibilidade não celíaca ao glúten" — e ao problema que esse nome cria. A crítica é precisa: o diagnóstico começa por qualificar o que a condição não é ("não celíaca"), antes de descrever o que ela é. A palavra "sensibilidade" carrega conotação de exagero individual, não de mecanismo patológico documentado. E o resultado clínico é previsível: pacientes que relatam melhora significativa após retirar o glúten são frequentemente descartados por familiares, colegas e até profissionais de saúde, exatamente porque o nome sugere algo menor. Em congressos internacionais, o Dr. Amato declara: "I hate this name." E propõe uma alternativa: "potencial celíaco" — porque o mecanismo é o mesmo, os genes são os mesmos, a proteína-gatilho é a mesma. O que varia é o órgão-alvo da inflamação. A implicação prática é relevante para qualquer profissional de saúde: quando o paciente relata melhora consistente com a retirada do glúten e piora com a reintrodução, essa evidência empírica tem valor clínico — independentemente da ausência de marcadores sorológicos específicos. Tratar esse dado como menor em função de um nome mal escolhido é um erro que perpetua ciclos de inflamação crônica desnecessários. Saiba mais no livro 'O Código da Inflamação': bio.amato.io/codigo #saude #medicinapreventiva #glutensensibilidade #inflamacaosilenciosa #doencaautoimune #drAlexandreAmato #diagnostico

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