Post by Alexandre Amato, MD PhD MBA
Presidente na Associação Brasileira de Lipedema
Uma das observações mais consistentes na prática clínica do Dr. Alexandre Amato é que muitos pacientes que experimentam melhora significativa após retirar o glúten acabam abandonando o protocolo — não porque os sintomas não tenham melhorado, mas porque o ambiente social os pressiona a voltar. O caso de Marina ilustra bem esse fenômeno. Após quatro meses sem glúten — os melhores da sua vida adulta, segundo ela própria — a paciente cedeu à pressão familiar em um almoço de domingo. "Só um pedacinho não vai fazer mal." Em dez dias, as cefaleias voltaram. Em duas semanas, a disfunção intestinal retornou. Em um mês, ela estava de volta ao ponto de partida — e com um elemento adicional: culpa. O Dr. Amato, cirurgião vascular e doutor em Ciências pela USP, aponta um fator agravante nesse processo: o próprio nome técnico da condição. "Sensibilidade não celíaca ao glúten" — ou "intolerância não celíaca ao glúten" — começa por qualificar o diagnóstico como algo que não é a condição mais grave. Isso influencia como o paciente, a família e, muitas vezes, o próprio médico percebem a seriedade da restrição. "Ninguém diz que uma pessoa celíaca está sendo frescurenta por recusar pão. Mas dizem isso quem tem sensibilidade não celíaca — porque o nome dá essa permissão." A implicação clínica é direta: pacientes com essa condição precisam de suporte para sustentar a mudança dietética em um ambiente social que frequentemente a deslegitima. A experiência do próprio corpo é evidência. A melhora mensurada é dado clínico. A ausência de um marcador laboratorial específico não invalida nenhum dos dois. Saiba mais no livro 'O Código da Inflamação': bio.amato.io/codigo #saude #medicinapreventiva #glutensensibilidade #inflamacaosilenciosa #semgluten #autonomiacorporal #drAlexandreAmato
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