Post by Adair da Silva
Specialist in Strategic Logistics & Technology | 15+ years in the Stellantis, ArcelorMittal & Braskem ecosystem | Business Partner | Data Driven | KPIs & Continuous Improvement | Sustainability & ESG | Branch Management.
Paradoxo do tempo: A Era do Resultado vs. A Era do Relógio O mercado não paga mais pelo seu tempo. Ele paga pela sua capacidade de resolver. Ontem, uma discussão sobre a jornada 6x1 tomou conta das redes e me fez refletir: na logística de alta performance, o que realmente move o ponteiro? O tempo de permanência ou a inteligência da execução? Já vi operações de 44h semanais serem menos produtivas do que equipes focadas que entregam o impossível em 30h. A diferença? Método e Autonomia. Como conversamos muito por aqui nos últimos dias, o profissional "desenrolado" — aquele que tem as "manha" e o "sangue no olho" — entende que: 🔹 Processo é ferramenta, não muleta: Se o processo te engessa a ponto de você precisar de 12h para fazer o que levaria 6h, o problema não é a jornada, é a arquitetura da operação. 🔹 Presencialismo não é Produtividade: Estar no pátio é essencial, mas estar presente com estratégia é o que evita o prejuízo. 🔹 A Cadeira é consequência: A prontidão para resolver o problema (o transbordo feito, o caminhão na rota, o cliente satisfeito) é o que sustenta a sucessão, não o horário de saída no cartão de ponto. O "não" que eu disse para grandes propostas no passado foi justamente para honrar ambientes onde a integridade da entrega valia mais que a burocracia do relógio, onde a autonomia para tomar decisões e aplicação de métodos que não trouxessem implicações jurídicas, claro, mas trouxessem resultados, era mais importante. A sucessão real — aquela que vem "na raça" — não é conquistada por quem apenas "cumpre tabela", mas por quem tem o discernimento de que a melhor métrica de performance é a resolução. Já lidei com equipes que só produziam com o “incentivo” das horas extras. "Lentificavam" a produção, para "justificar a necessidade de geração de horas extras" e nesse ponto, a mudança de escala, pode ser um "incentivo" e não uma solução prática e real. No final do dia, o ROI que importa é o da solução no bolso e do time engajado. Portanto, esse é um tema que precisa de estudos sérios e consistentes. Acredito no país e que há pessoas realmente dispostas a produzir e progredir. Estamos evoluindo para uma gestão baseada em confiança e entrega, contudo, ainda somos reféns do controle de minutos. #Logística #Liderança #EficiênciaOperacional #Carreira #Sucessão #GestãoDePessoas